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Voluntariado Missionário em Ribeira Afonso – São Tomé

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Voluntariado Missionário em Ribeira Afonso – São Tomé

18 de julho a 15 de agosto de 2015

 

A vontade de fazer voluntariado internacional surgiu quando estava a estudar na universidade. Tinha conhecimento das necessidades das populações africanas, por aquilo que ia vendo nas notícias e documentários, mas para mim sempre foi importante estar no terreno. Queria contactar com uma realidade completamente diferente da minha e ajudar naquilo que fosse possível.

Há cerca de um ano fiquei a conhecer o voluntariado do SDAM e pensei logo que seria uma boa oportunidade. Ao longo dos meses de formação fomos nos preparando, mas só no dia da partida é que o nervosismo do desconhecido surgiu. Mas quando me encontrei com a Marta no aeroporto a ansiedade desapareceu e sabia que tudo iria correr bem. E correu!

Ficamos na vila da Ribeira Afonso situada no sul da ilha de São Tomé e fomos muito bem recebidas. Como sou gerontóloga, durante a manhã fiquei no Centro de Dia Padre Silva com os idosos e desenvolvi atividades, tais como: ginástica adaptada, origami, desenho, puzzles e atividades de estimulação cognitiva, complementando as atividades já existentes. Durante a tarde, em conjunto com a Marta participamos num campo de férias, onde demos apoio escolar a crianças do 1º ao 9º ano em diferentes disciplinas. Impressionou-me a enorme vontade que eles têm em aprender, infelizmente a falta de recursos humanos e materiais, faz com que não tenham um ensino adequado. Por exemplo apercebemo-nos que crianças do 5º ano tinham muitas dificuldades a ler ou quando pedimos a alunos do 9º ano para fazer uma composição deparamo-nos com muitos erros ortográficos e sem estrutura.

Com a chegada de outros voluntários de Portugal, que tinham como objetivo pintar as instalações onde decorria o campo de férias, passamos a fazer atividades no exterior com as crianças, que na sua maioria foram jogos.

Em São Tomé as necessidades são muitas. Vemos crianças descalças e a usarem roupa muito rota e a maioria delas não tem brinquedos, brincando com carrinhos feitos com pedaços de madeira ou garrafas de plástico. No apoio domiciliário, quando fomos entregar comida aos idosos, entrei em casas sem o mínimo de condições, não tinham água canalizada, nem casas de banho, outras até tinham buracos no soalho.

Foi muito importante para mim perceber o trabalho das Irmãs Missionárias e fico contente por perceber que também eles reconhecem a ajuda da Igreja. Aos poucos Ribeira Afonso vai conquistando condições, mas tudo surge muito devagar. Em São Tomé temos que entrar no espírito “leve leve” e deixar para trás o ritmo a que estamos habituados.

A energia e a boa disposição das pessoas contagia. Lá ouve-se música diariamente e não há santomense que não saiba dançar. Esse foi um dos meus maiores ensinamentos, ser alegre e saber valorizar o que temos. Sinto que deixei de me preocupar com o supérfluo. Nós quando partimos vamos com o sentimento de dar sem esperar nada em troca, mas após o regresso fazemos o balanço e percebemos que recebemos muito mais do que aquilo que demos. Diziam-me isto e é mesmo verdade.

Alina Ferreira

Secretariado Diocesano de Animação Missionária

sdam@diocese-aveiro.pt  |   www.diocese-aveiro.pt/sdam

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