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A EMRC, fonte de esperança e humanização

Nota Pastoral

A EMRC, fonte de esperança e humanização

 

  1. Pais, ajudai os vossos filhos!

Ser pessoa é um compromisso e um projeto e daqui nasce a importância de uma educação para a formação da pessoa. Que este projeto se alicerce sobre o amor pessoal de Deus!

Educadores, pais e encarregados de educação são quem ajuda a edificar este projeto. A família é o meio mais eficaz da transmissão de valores, de educação, de humanização e socialização, por isso aos pais cabe o dever de formar e orientar os filhos rumo a uma vida verdadeiramente humana, cristã e feliz; ajudar os filhos a discernir o que mais convém. É necessário estimular, guiar e apoiar, mas também é preciso superar muitas inércias, muitas solicitações, muitas rotinas… A vós, pais, é pedido que estejais atentos à formação e às escolhas dos vossos filhos. Temos de nos alegrar pelos muitos pais que continuam atentos e colaborantes, conscientes do seu dever de primeiros educadores dos seus filhos, cuidando da sua formação humana e cristã. Mas há famílias, mesmo ditas cristãs, que não respiram nem promovem uma educação com uma matriz cultural, incluindo a religiosa; famílias que precisam de se consciencializar e assumir o seu papel no processo educativo, pois esta demissão acaba por se repercutir nos seus filhos.

Neste contexto, e porque a dimensão religiosa é constitutiva da pessoa humana, a aula de EMRC apresenta-se como um excelente complemento à educação recebida em casa e na comunidade paroquial – uma ferramenta de capital importância para o preenchimento de muitos dos espaços vazios deixados pela educação.

 

  1. A EMRC, fonte de esperança e humanização

A disciplina/área curricular disciplinar de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) é um direito que não pode ser negado a nenhum aluno. Para além de um direito cultural ou institucional, está em causa o direito dos pais e dos educandos a promoverem o desenvolvimento da personalidade, na sua dimensão mais humana. Oferecida a todos os alunos, independentemente da sua diversidade de crenças e opções religiosas, conduz a caminhar juntos e proporciona uma (re) leitura cristã das experiências significativas do viver humano, ao mesmo tempo que procura ser portadora de sentido, ajudando no discernimento por opções livres e responsáveis. No fundo, permite ao aluno o reconhecimento da sua identidade e, progressivamente, a construção de um projeto pessoal de vida.

Incarnados neste tempo e nesta cultura, a todos têm de ser propostos objetivos de referência que inspirem decisões e ações. Qualquer pessoa, e muito mais o cristão, deve confrontar-se com o contexto fragmentário e efémero das novas tendências culturais, assumi-las e fazer passar uma mensagem que seja referência.

Neste ano centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, somos convidados a olhar para o exemplo de vida dos pastorinhos, cientes da semente de fé, esperança e amor que elas semeiam na história humana. Reconheçamos e aprendamos com eles a ver o nosso Deus como fonte de esperança e de humanização. Sirva o seu exemplo como incentivo a revelar a beleza da vida em Deus e a exigência do compromisso que dela resulta, tal como referem os bispos portugueses. «Partindo da sua profunda união com Deus, os pastorinhos tomaram consciência de que os outros são tão importantes que se sacrificaram por eles».

 

  1. A matrícula em EMRC

Estimados estudantes, que no ato ou renovação da vossa matricula sois confrontados com a opção pela disciplina de EMRC, comprometei a vossa vida com opções que vos ajudem a discernir o caminho da verdadeira realização pessoal. Reconhecei o vosso papel ativo e construi o vosso próprio mundo. A mensagem que ides encontrar não é um obstáculo para a vossa vida nem para a vossa liberdade. Convido, pois, a todos, a expressar o vosso SIM. Com o vosso sim comprometido brotará a semente da esperança. As famílias, a escola e a sociedade poderão ganhar um novo rosto. Sede artífices da renovação social.

Que no ato das matrículas, haja o necessário acolhimento e diligência por parte dos pais, escolas e dos outros professores, tendo em vista o esclarecimento, a responsabilização e a colaboração mútua. Apelo aos párocos, que têm também uma missão formativa, para que esclareçam e sensibilizem as comunidades para o lugar e a importância da EMRC, que estimulem à inscrição e procurem colaborar com os professores das escolas da sua área pastoral.

Só uma atuação conjunta e convergente de todos os intervenientes pode levar a atingir os objetivos por todos desejados. Desejo que todos, famílias, alunos, professores e escolas, se sintam implicados neste projeto comum.

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22 de maio de 2017

António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro

 

 

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