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Os novos diáconos

O Correio do Vouga desta semana apresenta-nos os três jovens que vão ser ordenados diáconos (a caminho do presbiterado) no próximo domingo. O Jorge Gonçalves e o Pedro Oliveira vão integrar o clero diocesano. O João Vieira integra a família carmelita.

o Rafael Araújo Oliveira

Nasceu a 9 de fevereiro de 1993. É filho de Manuel Domingues Oliveira e Maria de Fátima Alves da Silva Araújo. Tem dois irmãos. Cresceu na freguesia e paróquia de S. Tiago de Ribeira de Fráguas (Albergaria-a-Velha).

Depois da escolaridade em Ribeira de Fráguas e Albergaria-a-Velha, frequentou o Seminário de Aveiro (fazendo o secundário nas escolas da cidade), o Seminário de S. José de Caparide (Propedêutico e 1.º ano do curso de Teologia na Universidade Católica Portuguesa) e Seminário dos Olivais (do 2.º ao 6.º ano do curso de Teologia).

Colaborou sucessivamente na paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Lisboa (zona do Campo Pequeno), e na paróquia de Monte Abraão (Sintra). No último ano (2017-2018), fez trabalho pastoral na paróquia da Vera Cruz, Aveiro.

Gostos.

“Não me foi indiferente o livro «Paciência com Deus», de Tomás Halik. Tem intuições bastante pertinentes para os nossos dias e para olhar para a fé”.

 “A frase que escolhi como mote para a ordenação diaconal é:

“De bom grado darei o que tenho e dar-me-ei a mim mesmo totalmente, em vosso favor” (2 Cor 12,15).

O Bispo de Aveiro convidou os jovens (no CV da semana passada) a não terem medo do chamamento de Deus. O que diria a um jovem que te dissesse que tem medo de arriscar por Jesus?

“Jesus está ao nosso lado e apenas o conseguimos sentir através daqueles que estão à nossa volta. Quando percebemos a forma como ele se manifesta em cada pessoa, temos necessariamente de O seguir. Se Ele nos chama, também é Ele que dá força para O seguir”.


Jorge Manuel dos Santos Gonçalves

Nasceu no dia 1 de junho de 1991. É filho de Sandra Pereira dos Santos Gonçalves e Jorge Manuel Domingues Gonçalves. Tem uma irmã. Cresceu na freguesia de Recardães, Águeda (paróquia de S. Miguel de Recardães).

Estudou na Escola Primária de Recardães (do 1.° ao 4.° ano), na Escola EB 2/3 Fernando Caldeira – Águeda (5.° e 6.° ano), Escola Secundária Adolfo Portela (do 7.° ao 10.° ano), Escola Secundária José Estevão (11° ano), Escola Secundária Homem Cristo (12.° ano). Ao mesmo tempo, frequentou o Pré-Seminário e Seminário de Santa Joana Princesa, Aveiro (2008-2011). Depois do Seminário de Aveiro, foi para o Seminário Patriarcal de São José de Caparide (Lisboa, 2011-2013), onde fez o Ano Propedêutico e iniciou ao estudos na Universidade Católica de Lisboa – UCP). Frequentou o Seminário Maior de Cristo Rei (Olivais – Lisboa, 2013-2018). Concluiu este ano os estudos na UCP, entregando a dissertação de fim de curso sobre o tema “A Pastoral Penitenciária desde o Papa João Paulo II ao Papa Francisco. Leitura dos contributos papais e análise de desafios para uma Pastoral Penitenciária em Portugal”.

Nos últimos anos, colaborou na Paróquia de Santo António do Estoril (2014-2016), no Pré-Seminário de Lisboa (2016-2017) e na Paróquia de Nossa Senhora da Glória, Aveiro (2017-2018).

Gostou muito de ver o filme “Despedidas” (Okuribito), um drama japonês de 2008, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009. “Sendo proveniente de uma cultura diferente, ajudou-me a pensar o mistério da morte”.

Um livro: “Sermão da Montanha – o caminho de um peregrino”, do P.e Ricardo Neves. “Li quando foi publicado e com o aproximar da ordenação voltei a reler. Gosto de revisitá-lo de vez em quando”.

Frase bíblica que o inspira: “Deus ama aquele que dá com alegria” (2 Cor 9, 7).

O que diria a um jovem…?

“Certamente não seria uma conversa curta. Mas seria centrada na fidelidade de Deus. Deus é fiel para além das nossas infidelidades. Deus é amor, por isso não brinca com a nossa vida. Por isso, arrisca a viver este amor a que te Senhor chama!”


João Carlos Pinto Vieira

Nasceu no dia 4 de julho de 1988, em Rosém, Marco de Canaveses. É filho de Abílio Jorge Vieira e Joaquina Pinto. Tem um irmão e uma irmã. Cresceu na freguesia de Rosém, paróquia de Nossa Senhora das Neves.

Depois de ter terminado a formação obrigatória e a secundária, ambas no seu município, trabalhou cerca de três anos como padeiro antes de entrar para a Ordem dos Carmelitas Descalços, a 25 de julho de 2010. De 2010 a 2018, passou por várias comunidades e universidades, onde fez o curso académico de Teologia. Começou na Universidade Católica do Porto (2010/2012), residindo na comunidade carmelita da Foz do Douro. Em 2012/2013 fez uma paragem nos estudos universitários para fazer o noviciado, na comunidade carmelita de Avessadas, Marco de Canaveses. No final desta etapa, fez a Profissão Simples, a 31 de agosto. Nos anos letivos de 2013/2015 viveu na comunidade carmelita de Salamanca, onde frequentou a Universidade Pontifícia. Terminou o curso na Universidade Pontifícia de Comillas, Madrid, integrando uma das comunidades carmelitas da capital espanhola. Regressou à Província Religiosa Portuguesa, vindo para o Convento de Padres Carmelitas Descalços de Aveiro no final de setembro de 2017.

“Nos últimos tempos tive a oportunidade de ler um livro sobre espiritualidade de que gostei particularmente: «Formação Espiritual». Neste livro, dois alunos de Henri Nouwen recompilam excertos de escritos deste professor universitário, recriando, em essência, os seus cursos de formação espiritual. Neste livro pude encontrar-me mais uma vez com a importância e a simplicidade da vida espiritual, onde o mais importante é o encontro diário com Cristo nos momentos de oração. Momentos esses que são um simples «estar na presença d’Aquele que sabemos que nos ama, em relação de amizade», como diria Santa Teresa”.

Inspira-me especialmente a mensagem de Deus a São Paulo, que Paulo relata na 2 carta aos Coríntios: «Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.» (2 Cor 12, 9). Com esta passagem recordo que a minha confiança deve estar em Deus e não nas minhas capacidades, tal como nos momentos de impotência me recorda que devo confiar em Deus que me dá a força para enfrentar todas as dificuldades”.

 

Correio do Vouga, edição de 04 de julho de 2018

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