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Encerramento da Visita Pastoral a Estarreja-Murtosa

“Jovens”, “vocações” e “formação cristã” nas preocupações do Bispo de Aveiro para Estarreja e Murtosa

“Todos somos necessários no anúncio do Evangelho”, afirmou D. António Moiteiro na conclusão da visita pastoral a Estarreja e Murtosa, dois arciprestados que pastoralmente caminham juntos.

D. António Moiteiro encerrou em Estarreja, na noite de 13 de maio, a visita pastoral que desde outubro de 2018 levou a cabo nos arciprestados de Murtosa e Estarreja. Nas palavras que dirigiu aos párocos e fiéis das seis paróquias da Murtosa e sete de Estarreja, destacam-se quatro grandes preocupações do Pastor – ou desafios pastorais. O primeiro é a convicção de que “todos somos necessários no anúncio do Evangelho”. “Cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização; cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus em Cristo Jesus; não digamos mais que somos «discípulos » e «missionários», mas sempre que somos «discípulos missionários»”, disse D. António Moiteiro, citando o Papa Francisco.

A segunda preocupação prende-se com a formação cristã, “num tempo de mudança”, em que, disse, “temos de saber dar as razões da nossa fé”, mas em que há muita “ignorância religiosa”, a “todos os níveis nas nossas comunidades cristãs”. D. António deixou um apelo e uma observação crítica: “Não podemos mais deixar de apostar na formação cristã. Sinal disto mesmo, é a dificuldade que temos tido de as paróquias sintonizarem com a formação proposta no nosso Programa Pastoral – as catequeses sobre a iniciação cristã. Houve paróquias que se empenharam, mas muitas delas ficaram aquém daquilo que podiam fazer”.
D. António referiu ainda os jovens, dizendo, em sintonia com o Papa Francisco, que têm de ser convocados, isto é, atraídos para a experiência com Jesus, mas a seguir têm de crescer na amizade com Cristo. Ou seja, não chegam as grandes concentrações de jovens. Há que caminhar no conhecimento do Senhor.
Por último, o Bispo de Aveiro referiu a promoção das vocações à vida matrimonial, ao sacerdócio e à consagração. “No triénio pastoral que estamos a viver, pretende-se descobrir o dom da vocação como seguimento de Jesus, como resposta ao seu chamamento. Seguir Jesus não é uma opção cuja iniciativa seja nossa: os discípulos são destinatários de um convite; é Ele quem toma a iniciativa. O conteúdo do convite é o próprio Jesus, por isso a resposta ao seu chamamento exige entrar na mesma dinâmica que Ele imprimiu à sua vida”, afirmou D. António Moiteiro.
A celebração da Eucaristia aconteceu na Praça Francisco Barbosa, junto à Capela de Santo António, bem no centro de Estarreja, depois da procissão de velas.

in Correio do Vouga, 29 de maio de 2019


Testemunhos

Visitou os bairros da periferia piscatória
Nesta visita pastoral, quanto às Paróquias de Santa Maria da Murtosa e São Lourenço de Pardelhas, destaco: a proximidade física e pessoal do nosso bispo com o povo, o envolvimento direto com as pessoas simples e mais carenciadas, o acolhimento, a empatia, a atenção ao pormenor, o carinho para com as crianças, o cuidado para com as famílias, a delicadeza para com os idosos, as palavras encorajadoras para com os agentes de pastoral, a atenção às dificuldades pastorais. D. António Moiteiro provocou entusiasmo e alegria nas duas paróquias. Destaco ainda a visita pessoal aos bairros da periferia piscatória e o contacto direto com os pobres e doentes. O nosso bispo pediu aos catequistas mais formação e exemplo pessoal na vida e na participação litúrgica. Aos agentes pastorais, pediu atenção à juventude e às pessoas em dificuldade. Ao povo em geral, exortou à vivência comunitária, à atenção à vida familiar, à descoberta da vocação de cada um.
P.e António Graça da Cruz, pároco de Pardelhas e Murtosa

Seiva revigorada
O nosso bispo encontrou-se com todas as entidades da terra, com todos os colaboradores da paróquia, com as crianças das escolas e seus professores, com as associações… Visitou igreja e capelas e ficou a saber a história de cada uma delas. Toda a visita pastoral deve  resultar em seiva que melhor alimenta a árvore, para produzir bons e abundantes frutos. Com a ajuda de Deus e de todos, espero que a comunidade de Veiros
seja enriquecida e rejuvenescida. Depois da visita, todos – pároco, agentes pastorais e até as crianças da catequese e das escolas – temos têm mais motivos para tomar consciência da nossa responsabilidade como educadores e da nossa missão como batizados e filhos de Deus.
P.e Tomás Marques Afonso, pároco de Veiros


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