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Pela bula Omnium Ecclesiarum, de 24 de Agosto de 1938, o Papa Pio XI restaurou a Diocese de Aveiro. A 11 de Dezembro do mesmo ano, D. João Evangelista de Lima Vidal executou essa bula papal, e desde aí, a igreja do Convento dominicano de Nossa Senhora da Misericórdia de Aveiro, que já era igreja matriz da Paróquia de Nossa Senhora da Glória, passou também a ser a Catedral da Diocese de Aveiro.

ROTA DAS CATEDRAIS :: VIDEO

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1- CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MISERICÓRDIA

O retábulo em pedra, renascentista, apresenta tríptico pintado sobre madeira. A pintura central mostra a Virgem da Misericórdia, evocando a denominação do primitivo convento dominicano, acolhendo sob o seu manto figuras da realeza, do clero, da vida claustral e do povo. Nos painéis laterais estão retratados bustos de santos das ordens monásticas: no esquerdo S. Domingos de Gusmão, Santo Agostinho, S. João da Cruz e S. Francisco de Assis, e no direito: Santa Catarina de Sena, Santa Escolástica, Santa Teresa de Jesus e Santa Clara de Assis. Sobre soco inferior vê-se grupo escultórico representando a Deposição de Cristo no túmulo, ladeado da Virgem-Mãe e S. João Evangelista, de Santa Maria Madalena, de Nicodemos e de José de Arimateia e de duas Santas Mulheres. Na lateral encontra-se o túmulo renascentista de D. Catarina de Ataíde, falecida em 1551, outrora na capela-mor. O brasão de pedra em frente do túmulo provém do fecho do antigo arco cruzeiro, é do pai de D. Catarina, D. Álvaro de Sousa.

2 – CAPELA DE SANTA JOANA

A anterior capela era dedicada a Santa Catarina de Sena. O atual retábulo de altar, do séc. XVII, ostenta colunas com medalhões dos evangelistas. Nos pedestais há relevos de dois santos franciscanos e de dois dominicanos. Ao centro a representação de uma santa dominicana. O frontal de altar provém do antigo retábulo da capela-mor. A escultura principal representa Santa Joana Princesa, padroeira da diocese e da cidade de Aveiro. As imagens laterais provêm da demolida igreja de São Miguel de Aveiro: Santa Ana e S. Miguel Arcanjo em madeira estofada.

3 – CAPELA DO CORAÇÃO DE JESUS

A sua origem remonta ao séc. XVII e era dedicada a S. Gonçalo de Amarante. No séc. XIX foi sede da extinta Irmandade do Senhor Jesus, cujas imagens – crucifixo e Senhor Morto – aí colocaram. Hoje tem a invocação do Sagrado Coração de Jesus em retábulo do séc. XVIII provindo da demolida Capela de Nossa Senhora da Escadinha.

4 – CAPELA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

O teto desta capela é de madeira dourada. Os seus claros são preenchidos por telas do séc. XVII representando os Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. O retábulo e o seu altar são posteriores, do séc. XVIII. Destaca-se a escultura maneirista em madeira, dourada e estofada, de Nossa Senhora do Rosário. Os azulejos são do séc. XVII. O candelabro de trevas, em castanho ornado de metais, data de 1714.

5 – PAINÉIS DE AZULEJO

Nos espaços livres das paredes há panos de azulejos do séc. XVIII, atribuídos a Salvador Sousa Carvalho da oficina de Coimbra. Nos painéis da entrada figuram cenas da entrega do rosário pela Virgem a S. Domingos e milagre dos peixes de S. Gonçalo de Amarante. Os intervalos das capelas ilustram legendas da liturgia mariana. Os inferiores aos púlpitos representam um panorama da cidade de Osma, Espanha, em cuja diocese nasceu S. Domingos de Gusmão e um aspeto da cidade de Bolonha, Itália, com o seu convento beneditino de Santa Maria do Monte, cidade onde S. Domingos de Gusmão faleceu.

6 – NOSSA SENHORA DA ESCADINHA

Numa janela em ogiva da primitiva parede, assenta a imagem gótica em alabastro da Virgem com o Menino denominada Nossa Senhora da Escadinha, no estilo de escultura dita de Nottingham do séc. XV. Esta imagem, originalmente, encontrava-se em nicho lateral, no exterior da igreja.

7 – PAREDES PRIMITIVAS

Das coisas mais antigas de Aveiro são estes restos de parede e portas. Pertencem à construção gótica inicial de 1423. Em 1974 ficaram a descoberto, mostrando marcas de canteiros de pedra. Numa das paredes está a memória do incêndio que destruiu a primeira sacristia em 1551, com legenda do texto da ‘História de S. Domingos’, de Frei Luís de Sousa.

8 – ÓRGÃOS DE TUBOS

O órgão barroco, de 1754, ostenta no tubo central o brasão dominicano. De tamanho médio, com balaustrada e remates dos panos da tubagem decorados, sofreu grande remodelação em 1883, estando na atualidade desativado.

Em 12 de Julho de 2013, foi solenemente benzido e inaugurado o novo órgão de tubos, colocado no transepto da igreja. Construído pela Pécsi Orgonaépít? Manufaktúra Kft, da Hungria, dirigida pelo Mestre Organeiro Budavári Attila, o novo instrumento tem 32 registos e 1895 tubos.

9 – CADEIRAIS

Os cadeirais compõem-se de duas ordens de cadeiras, e respetivos espaldares preenchidos com telas representando santos e bem-aventurados da Ordem Dominicana. Os cadeirais foram executados em 1675 por Domingos Lopes, mestre entalhador do Porto, atribuindo-se hoje as 22 pinturas, do fim do séc. XVII ou princípio do seguinte, ao italiano Giovanni Odazzi (1663-1731).

10 – RETÁBULO-MOR

O retábulo principal é da segunda metade do séc. XVIII e provém da demolida igreja da Vera-Cruz de Aveiro. Com duas colunas de cada lado, nas mísulas veneram-se as imagens de grande dimensão de S. Francisco de Assis e S. Domingos de Gusmão, subsistentes do anterior retábulo contratado ao mestre entalhador Roque Nunes em 1660. Ao centro foi colocada a escultura de Nossa Senhora da Conceição, do séc. XVIII, de vestes agitadas, de madeira policroma proveniente da demolida igreja do Espírito Santo de Aveiro. O retábulo é encimado por um relevo onde se desenha uma cruz da Ordem de Avis e nela se sobrepõem o brasão português com a coroa real.

11 – ORATÓRIO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Num recanto da nova construção, encontra-se a imagem de Nossa Senhora de Fátima num oratório de talha do séc. XVIII, pintado e dourado. Ao lado, em lápide de pedra comemorativa da restauração da diocese de Aveiro e da elevação a Catedral deste templo, pela bula de Pio XI datada 24 de Agosto de 1938, executada por D. João Evangelista de Lima Vidal.

12 – CAPELA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Local privilegiado de recolhimento. Anteriormente nesta capela existia o túmulo de D. João de Albuquerque e sua mulher, atualmente no Museu de Aveiro. O retábulo barroco, entalhado e dourado, de remate em dois arcos com colunas torsas, o teto e as ilhargas laterais com claros decorados por pinturas de acanto e folhagens foram executados em 1702 pelo mestre entalhador portuense António Gomes.

13 – CAPELA DO SENHOR DOS PASSOS

Anteriormente foi dedicada ao Santíssimo Sacramento. Passando em 1976 a ser destinada à veneração do Senhor dos Passos e à sede da respetiva irmandade. A imagem do Senhor dos Passos, na posição martirizada da terceira queda, de 1900 é da autoria de Carlos Leituga com risco do escultor portuense António Teixeira Lopes. Da mesma época e da oficina do mesmo escultor é a imagem da Senhora da Soledade.

14 – CAPELA DA VISITAÇÃO

O retábulo, em calcário, data de 1559, compõe-se de dois corpos e é atribuído a Francisco Dias ou de Francisco Damzillo – um e outro mestres conimbricenses. O inferior encerra a Visitação, em relevo composto, de figuras em três panos. O superior conserva as estátuas de S. João Batista e de S. João Evangelista com os respetivos símbolos – o cordeiro e a águia – e nicho com a imagem seiscentista da Virgem com o Menino, dita dos Prazeres. Em suportes laterais encontram-se as imagens de Santa Luzia, séc. XVI e de S. Pedro, séc. XVII, que pertenceram à demolida igreja de S. Miguel de Aveiro.

15 – CRUZEIRO DE S. DOMINGOS

Monumento nacional desde 1911 salvaguardou-se o remate cruciforme nesta capela do galilé, capela outrora dedicada a S. Jacinto, que serviu de batistério entre 1835-1976, colocando-se no adro uma réplica. Em estilo gótico dito flamejante, é obra de finais do séc. XV. Executado em calcário, sobressai em grande beleza, apesar do seu aspeto rude. O capitel consta de duas partes: a inferior contém os símbolos dos 4 evangelistas (anjo, leão, touro e águia). Na parte superior vêm-se cenas da paixão de Cristo: horto, prisão, flagelação, coroação de espinhos e caminhada para o Calvário.

16 – FRONTARIA

A frontaria da igreja, de belo traçado arquitetónico, é composta de dois pares de pilastras dóricas que delimitam os três corpos da fachada.

Nos laterais abrem altas janelas retangulares e no central, por cima de um óculo oval, aparece um entablamento com mais quatro pilastras dóricas.

Sobre o entablamento desenha-se o frontão da fachada, com o sol, símbolo dominicano, e com a cruz. Dos lados erguem-se dois pares de pináculos, cada um na sequência de uma pilastra. Por baixo sobressai o portal, em estilo barroco, datado de 1719 e atribuído ao escultor Claude Laprade. É formado por dois pares de colunas torsas, com seus capitéis coríntios, as quais sustentam o entablamento, com sua arquitrave, friso e cornija, sobre o qual assenta o frontão. Os ramos deste e no seu remate há três figuras alegóricas: Fé, Esperança e Caridade. No centro, ostenta-se o brasão do Infante D. Pedro, bastante corroído, envolto em ramagens e entre volutas, acompanhado de simbologia dominicana.

 

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