A mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões está disponível para download aqui.
Sublinhamos aqui apenas algumas passagens, em jeito de convite à leitura do texto integral!
 
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«A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos também encontrará inspiração e apoio no empenho pela missão universal» (João Paulo II, Enc. Redemptoris Missio, 2)

 
Ide e Anunciai

A liturgia é sempre um chamamento «do mundo»e um novo envio «ao mundo» para dar testemunho daquilo que se experimenta: o poder salvífico da Palavra de Deus, o poder salvífico do Mistério Pascal de Cristo. Todos aqueles que encontraram o Senhor ressuscitado sentiram a necessidade de O anunciar aos outros, como fizeram os dois discípulos de Emaús.

 
A todos

Por conseguinte, [a Igreja] nunca pode fechar-se em si mesma. Ela alicerça-se em determinados lugares, para ir mais além. A sua obra, em adesão à palavra de Cristo e sob o influxo da sua graça e da sua caridade, faz-se plena e actualmente presente a todos os homens e a todos os povos, para os conduzir rumo à fé em Cristo (cf. Ad Gentes, 51).

[…] está a aumentar o número daqueles que, embora tenham recebido o anúncio do Evangelho, já o esqueceram e abandonaram, já não se reconhecem na Igreja; e muitos ambientes, também em sociedades tradicionalmente cristãs, são hoje refractários a abrirse à palavra da fé. Está em curso uma mudança cultural, alimentada também pela globalização, por movimentos de pensamento e pelo relativismo imperante, uma mudança que leva a uma mentalidade e a um estilo de vida que prescindem da Mensagem evangélica, como se Deus não existisse, e que exaltam a busca do bem-estar, do lucro fácil, da carreira e do sucesso como finalidade da vida, mesmo em detrimento dos valores morais.

 
Co-responsabilidade de todos

A missão universal empenha todos, tudo e sempre. O Evangelho não é um bem exclusivo de quem o recebeu, mas constitui uma dádiva a compartilhar, uma boa notícia a comunicar. E este dom-compromisso é confiado não apenas a alguns, mas sim a todos os baptizados, que são «raça escolhida… nação santa, povo adquirido por Deus» (1 Pd 2, 9), para que proclame as suas obras maravilhosas.

 
Evangelização total
Não é aceitável, reiterava o Servo de Deus Paulo VI, que na evangelização se descuidem os temas relativos à promoção humana, à justiça, à libertação de todas as formas de opressão, obviamente no respeito pela autonomia da esfera política. Desinteressar-se dos problemas temporais da humanidade significaria «ignorar a doutrina do Evangelho sobre o amor ao próximo que sofre ou que se encontra em necessidade» (Exort. Apost. Evangelii Nuntiandi, 31.34); não estaria em sintonia com o comportamento de Jesus, que «percorria todas as cidades e aldeias. Ensinava nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo o mal e toda a enfermidade» (Mt 9, 35).

Assim, através da participação co-responsável na missão da Igreja, o cristão torna-se construtor da comunhão, da paz, da solidariedade que Cristo nos concedeu, e colabora para a realização do plano salvífico de Deus para toda a humanidade. Os desafios  que isso implica chamam os cristãos a caminhar juntamente com os outros, e a missão faz parte integrante deste caminhar com todos. Nela nós levamos, ainda que  em vasos de barro, a nossa vocação cristã, o tesouro inestimável do Evangelho, o testemunho vivo de Jesus morto e ressuscitado, encontrado e acreditado na Igreja.
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