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Hospitalidade é atitude ecuménica

D. José Jorge (Igreja Lusitana), bispo Sifredo Teixeira (Igreja Metodista), D. António Moiteiro (Bispo de Aveiro), pastora Maria Eduarda (Igreja Presbiteriana) e D. Manuel Felício (Bispo da Guarda)

Hospitalidade é atitude ecuménica

“A Igreja é barca confrontada com enormes tempestades”, disse D. José Jorge, mas “já há um caminho percorrido, num mundo que precisa de reconciliação, porque estamos unidos no Batismo”, acrescentou o prelado, bispo da Igreja Lusitana. Coube ao pastor do ramo português da Comunhão Anglicana fazer a primeira homilia na abertura da Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos, que decorreu na Sé de Aveiro, na noite de 18 de janeiro. D. José Jorge referiu-se às “águas inquietantes do mar” não só para falar da situação da Igreja, que no meio das vagas “é levada pela mão de Deus”, mas também dos milhares de pessoas que tentam atravessar o Mediterrâneo em direção à Europa. “Naqueles dias [no tempo de São Paulo] e hoje, infelizmente, centenas, milhares de pessoas que procuram vidas melhores, encontram no Mediterrâneo a última morada”, disse, lembrando que as igrejas e os governos podem fazer mais pela hospitalidade.

D. António Moiteiro, bispo de Aveiro, presidiu à celebração. Presentes estiveram também o bispo Sifredo Teixeira, da Igreja Metodista, a pastora Maria Eduarda, da Igreja Presbiteriana (calvinistas), e D. Manuel Felício, bispo da Guarda com o “pelouro” das relações ecuménicas na Conferência Episcopal Portuguesa.

D. Manuel Felício, na segunda homilia, manifestou “alegria por juntos estarmos a celebrar” e pediu “duas atitudes” aos cristãos: “coragem e hospitalidade”, para que o futuro se defina “com marca cristã”. Lembrou ainda que o próximo domingo será o primeiro “Domingo da Palavra”, “um dia por todo o ano” porque “a Palavra de Deus é presença de Cristo no meio de nós”.

A celebração ecuménica, cujo guião foi preparado pelos cristãos de Malta (ilha mediterrânica onde São Paulo e companheiros de viagem foram bem acolhidos pelo ano 60, após um naufrágio), realçou a atitude da hospitalidade. Por isso, proclamou-se no início da celebração: “Desejamos que o amor e o respeito que vamos demonstrar uns com os outros hoje ao orarmos pela unidade dos cristãos nos acompanhem durante o ano inteiro”.

Correio do Vouga, edição de 22 de janeiro de 2020


 

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